Estudos sobre a Soja: importante REFLETIR

 

 

 

 

 

 

 

Conceição Trucom *

Fonte: Docelimao

A proposta desta gravação, vídeo e texto é responder aos questionamentos sobre:

– O consumo responsável e seguro da soja;

– Às polêmicas geradas pela industrialização indiscriminada do super agro-negócio soja e;

– Aos artifícios usados pelas estudos científicos para desestimular o vegetarianismo ou mesmo abafar os malefícios de alimentos realmente danosos à sociedade.

– Um alerta sobre a prostituição da soja pelo ocidente que resolveu invadir a ideologia do vegetarinismo com ‘carne de soja’, ‘bacon de soja’, ‘salsicha e linguiça de soja’, ‘requeijão de soja'; ou seja, os malefícios estão no ser humano que decidiu industrializar tudo e ainda dar nomes que seduzem aos maus hábitos alimentares de todos que ‘comem ilusão’.

Com isso, a soja virou no ocidente um grande boi de piranha, enquanto no oriente, fazem séculos, é reconhecida com ‘semente dourada’.

O segredo dos japoneses

Sabe-se que o povo japonês tem a maior população de longevos lúcidos e ativos do planeta. É comum em famílias japonesas ter pessoas com mais de 100 anos. E, nos frequentes estudos sobre as doenças metabólicas da sociedade moderna, encontramos no Japão, China e países orientais, as taxas mais baixas de câncer, osteoporose, diabetes entre outras.

Estes estudos são os mais valiosos porque são baseados em hábitos centenários de vida, sobre uma população que não está ‘contaminada’ pelos maus hábitos de consumo exagerado de refinados, industrializados e carnes. Ver figuras abaixo.

Obviamente as características geográficas influenciam os hábitos alimentares de uma população. E no caso do Japão, isso não é diferente. Em virtude da grande extensão do litoral e da presença de correntes marítimas frias e quentes, o Japão é uma das maiores nações pesqueiras do mundo. Além da pesca, destaca-se também, o grande consumo de algas marinhas.

  Fonte: A cura da diabetes pela alimentação viva – Dr. Gabriel Cousens – editora Alaúde

Apesar de sua reduzida área para a agricultura (menos que 15% do território), os japoneses aproveitam intensamente o espaço, aplicando técnicas modernas para o cultivo de cereais, hortaliças e frutas. No caso da pecuária, a falta de boas pastagens limita a atividade, fazendo com que ela seja desenvolvida em pequena escala.

Assim, pode-se observar o porquê da alimentação típica japonesa apresentar um alto consumo de:

– Peixes crus, cozidos (não fritos) ou secos.

– Algas marinhas como kombu, nori, wakame.

– Vegetais crus, refogados ou cozidos, tais como abóbora japonesa (kabocha), bardana (goboo), broto de feijão (moyashi), broto de bambu (takenoko), cogumelos secos (shiitake), espinafre japonês (horenso) e raiz de lótus (renkon) ou em conserva, como: acelga, berinjela, cebola, cenoura, gengibre, nabo (daikon), pepino e repolho.

– Soja e derivados principalmente o queijo de soja, chamado tofu, consumido cru com molho shoyu ou cozido com legumes. Há um consumo intensivo de fermentados da soja como o molho shoyu, a pasta missô, o tempeh e outras receitas familiares. Os brotos de feijões são valorizados, entre eles os de soja e do feijão moyashi.

Felizmente, devido à limitação da pecuária no país, a produção de carne vermelha, de leite e seus derivados também ocorre em pequena quantidade, tornando o custo desses produtos elevado. Enfim, pode-se afirmar que a baixa ingestão de gorduras saturada (presente principalmente na gordura de origem animal) e a alta ingestão de peixes e vegetais, com significante percentual na forma crua, são os pontos mais benéficos da alimentação japonesa

 

Visite o link com a reportagem da rede globo   http://www.youtube.com/watch?v=CO_cu84VmKY&feature=player_embedded

 

O segredo dos chineses

Repetimos aqui o aspecto geográfico e sócio-econômico como influência. População abundante, mas que em sua maioria vive em comunidades rurais com dificuldades de locomoção e distribuição de alimentos, sejam eles rurais ou industriais.

Portanto, vivem da cultura de subsistência, com abundância de alimentos do reino vegetal, baixo consumo de carnes, com exceção das comunidades ribeirinhas ou próximas ao mar, que consomem peixes e algas, além dos vegetais.

O chinês comum, desperta com uma refeição matinal que seria um mingau feito com feijão de soja. Produz seu leite de soja e tofu, além de fermentados típicos de sua cultura.

Confira aqui os dados sobre a influência destes hábitos alimentares de China e Japão x Câncer de mama e próstata