As Bençãos da Contribuição Financeira

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A contribuição e a natureza de Deus

A contribuição não é algo natural do ponto de vista humano, mas faz parte da natureza de Deus. Doar é próprio de Deus. Como prova máxima, Ele nos deu seu Filho amado. Mesmo sendo rico, Jesus se fez pobre por nós para que nos tornássemos ricos. A igreja primitiva praticou esse princípio com muita diligência. Enquanto nos recusamos a dar, não estamos compartilhando do espírito de Cristo, mas manifestando a nossa carnalidade.

Motivo para contribuir

Se somos completamente de Deus, devemos ter o espírito de doação também. Isso requer de nós que estejamos muito além da obrigação legal dos dízimos do Antigo Testamento, pois, de acordo com o Novo Testamento, não cabe apenas dar a décima parte, mas tudo. Devemos estar dispostos a nos tornarmos pobres para que outros sejam enriquecidos, pois esta é a razão para a contribuição.

O que é contribuir

Há três palavras, ligadas à contribuição, que nos ajudam a defini-la: Graça, Bênção e Comunhão.

É através da contribuição que manifestamos a graça de Deus. Esta, por sua vez, pode ser comparada com a bênção de Deus. Enquanto que para nós bênção significa receber, para Deus é sinônimo de dar. Entender isso é entender igualmente que mais alegria é dar do que receber. Abençoaremos e seremos abençoados. Contribuição também está ligada à comunhão, uma vez que não se trata apenas de administrar particularmente um bem pessoal, mas de disponibilizá-lo à administração de Deus através dos irmãos.

Como contribuir

1. Dê a si mesmo ao Senhor

Esta é a primeira coisa que Deus requer de nós. Ele não aceita qualquer coisa e de qualquer modo, mas somente aquilo que vem dele mesmo. Assim, para que nossa oferta seja válida, temos que primeiro nos dar a ele. Uma vez que somos dele, não julgaremos que alguma coisa nos pertença, mas que apenas está sob nossa mordomia e que o Senhor é o nosso verdadeiro proprietário, bem como das coisas que estão, eventualmente, conosco.

2. Em segredo

Não devemos ter o intento de exibir nossa contribuição para recebermos a glória por ela, pois se o que estamos dando não é nosso, mas de Deus, logo estaremos nos orgulhando de algo que não nos pertence. O que damos, de fato, não é nosso, mas do Senhor, pois isso não é de nossa natureza, mas de Deus. Então deixar parecer que estamos dando de nossas coisas e receber o reconhecimento do homem por essa ação é reduzir e antecipar para o instante presente o galardão que nos caberia na vida eterna.

3. Com alegria

Este é o requisito para ser amado por Deus, pois não podemos expressar que a contribuição seja uma pesada obrigação, mas algo voluntário e espontâneo, como é próprio de Deus fazê-lo. Devemos lembrar que é Deus quem está dando, e Ele não o faz por obrigação ou mandamento, esperando um reconhecimento em troca, mas, sim, graciosamente.

4. Com o que você tem

Assim como é certo que Deus pede não apenas uma parte mas tudo de nós, é certo também que não pede o que não temos. Não precisamos nos endividar para dar a Deus. Por outro lado, não podemos dizer que não temos nada para dar. Em muitos casos, é necessário rever o estilo de vida que praticamos e incluir a doação em nosso orçamento. Há que se eliminar a injustiça, pois muitas vezes há pobres contribuindo e ricos desfrutando. Quem semeia com liberalidade também colherá com liberalidade, mas quem comer a própria semente, certamente passará fome algum dia.

 

FONTE: Pedro Arruda/GrupoNerws